IRRIGAÇÃO EM PIQUETES

Marcelo Mamoru Shimada1
Marcelo Akira Suzuki2

No mercado globalizado e exigente em que as empresas convivem na atualidade, a difusão e adequação de tecnologias nas diversas áreas produtivas se tornaram uma necessidade para otimizar o uso de matérias primas, reduzir custos de produção, aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos.

No meio rural esta realidade não é diferente, onde, bem utilizadas ou manejadas, as tecnologias disponíveis têm proporcionado excelentes resultados financeiros aos produtores, como por exemplo a combinação de pastejo rotacionado, adubação e irrigação das pastagens.

O uso do pastejo rotacionado na pecuária de leite e de carne tem surgido como um instrumento para otimizar o uso das terras, através do aumento da lotação de animais por área, melhoria na qualidade do alimento fornecido aos animais, redução dos custos de alimentação complementares no cocho, com conseqüente aumento de produção de leite ou de carne, inclusive viabilizando a comercialização de novilhos precoces.

Mas como tudo não vem sozinho, este sistema não é diferente, sendo necessário a utilização de diversas tecnologias já utilizadas em outros setores da agricultura, mas que até pouco tempo eram raras as suas aplicações no setor pecuário, como: acompanhamento da fertilidade do solo (adubação, calagem, aplicação de gesso), manejo da cultura (altura de pastejo, acompanhamento da produtividade, etc), aplicação de defensivos, consorciação de culturas e irrigação.

O pastejo rotacionado consiste em dividir uma área em piquetes onde a cada dia os animais pastejam dentro de um, rotacionando numa seqüência adotada pelo produtor. O número de piquetes depende da forrageira implantada, pois o número de piquetes correspondem ao período que a planta necessita para atingir o porte de corte após cada pastejo. E para que as plantas se desenvolvam no intervalo é necessário que elas tenham luz, temperatura, nutrientes e água, sendo que os dois primeiros não são passivos de manejo, mas os nutrientes e a água podem ser fornecidos através da adubação e da irrigação.

A utilização da irrigação possibilita o fornecimento de água durante o ano todo, atendendo a forrageira nos períodos de estiagem, seja no período de inverno ou do verão quando podem ocorrer veranicos. Há diversos sistemas de irrigação que podem ser utilizados na irrigação de pastagem, porém há dois sistemas que vem se destacando na região, que são a irrigação convencional por aspersão em malha e a irrigação convencional por aspersão em faixa, ambos utilizando aspersores de impacto para realizar a distribuição de água na pastagem, utilizam tubos de menores diâmetros e têm toda sua malha hidráulica enterrada, porém apresentam características de funcionamento e manejo diferentes.

O sistema de irrigação convencional por malha tem por princípio a interligação da malha hidráulica, de forma que a vazão de água seja dividida na malha, possibilitando a utilização de tubos de diâmetros pequenos, diminuindo o custo de implantação. Porém, este sistema exige que os aspersores trabalhem em diferentes pontos da malha, muitas vezes a distâncias que dificultam o manejo do sistema.

Buscando resolver esta dificuldade de manejo do sistema em malha, mas mantendo a característica de trabalhar com tubos de diâmetros pequenos, a IRRIGATERRA desenvolveu o sistema de irrigação convencional por aspersão fixa em faixa, onde a malha hidráulica não fica totalmente interligada, sendo que para substituir a divisão de vazão gerada pelo sistema em malha, são adotados aspersores de baixa vazão e baixa pressão que possibilitam adotar linhas laterais com diâmetros variando de 25 a 32mm.

Desta forma é possível operar os aspersores mais próximos um do outro, sendo movimentados em bloco de aspersores, facilitando o manejo. Com o aumento da rentabilidade dos pecuaristas, atualmente também estão sendo implantados sistemas que operam linhas laterais inteiras, onde são instalados cavaletes com registro no inicio de cada linha, eliminando desta forma a movimentação de aspersores dentro da área, onde o operador do sistema para trocar de bloco irrigado só tem o trabalho de abrir e fechar registros.

Solução muito bem aceita pelos pecuaristas que têm sentido os benefícios no bolso, com a maior produtividade de seus rebanhos, o sistema de irrigação convencional por aspersão fixa em faixa operando com baixa precipitação proporciona também outras vantagens, tais como operar a noite com maior eficiência da irrigação e energia mais barata, além do total aproveitamento da água pelo solo, infiltrando lentamente como uma suave chuva.


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1 Marcelo Mamoru Shimada, Engenheiro Agrônomo pela UNESP Ilha Solteira e Gerente de Projetos da IRRIGATERRA.
2 Marcelo Akira Suzuki, Engenheiro Agrônomo pela UNESP Ilha Solteira e Gerente Geral da IRRIGATERRA.


AgroRegional, Ano 07, Edição 102, Julho de 2008, p.2.

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